26 setembro 2017

Lidando com o Luto | De ♥ Para ♥


Dizem que existem cinco estágios do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Não sei falar pelos outros, apenas por mim mesma, mas posso afirmar que dependendo da perda as vezes passei pelos quatro primeiros mais de uma vez no mesmo dia - não, minto. Na mesma hora, do mesmo dia.

Nossa sociedade sabe que o luto chegará para todos e, no entanto, falamos coisas como "temos que aceitar". Digo que devemos ter ferramentas para lidar com ele quando vier, pois aceitar uma imensa quantidade de doer não é simples assim e só quem passou uma vez - ou duas, ou três, ou quatro... - consegue imaginar.

Um dos meus autores prediletos, C. S. Lewis, disse que luto parece com medo e é verdade: temos medo do desconhecido. Não apenas da morte que nosso ente querido enfrentará, mas do que nós enfrentaremos sem essa pessoa.

Seria impossível eu ter as respostas derradeiras de como lidar com esse misto de sentimentos tão tumultuoso e indelicado, mas visto que meu vôzinho materno fez sua passagem para o plano espiritual na semana passada depois de 94 anos e essa foi minha 4ª gigante perda em cinco anos, decidi ligar a câmera e bater um daqueles papos de ♥ para ♥ com vocês. Afinal, quase ninguém fala sobre a pressão de libertar os nossos mortos e libertar a nós mesmos para viver apenas as lembranças. Logo, aqui, vamos falar.

Vídeo:



Observação Importante:


Não existe um tempo certo para lidar com seu luto: isso depende e varia de cada um, da sua idade, do que acredita e da sua rede de apoio e até mesmo sobre como foi a perda. No entanto, há casos de luto em que convém pedir ajuda de um profissional, especialmente se você estiver demonstrando sinais de depressão. Se você demonstrar sinais como: 

  • Se culpar pelo ocorrido;
  • Tiver dificuldade de manter sua rotina semanais depois do falecimento da pessoa querida;
  • Pensamentos de que a vida não vale mais a pena; 
  • Dependência de álcool, cigarro ou drogas para lidar com a dor;
Por favor, procure ajuda profissional. Pelo SUS, você pode se encaminhar para um CAPS (Centro de Atenção Pscicosocial) na sua cidade. 

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