10 abril 2014

Meu Peso, Auto Estima e Como Eu Sai (Quase) Saudável Disso Tudo

Hoje postei uma foto no instagram, de throwback thurday, que foi difícil de dividir com o mundo: uma prova/foto da época que tinha uma obesidade infantil. Contei no meu Draw My Life sobre como lutei com o excesso de peso e o bullying que sofri por ele, mas entendo como alguém pode ter dificuldade de imaginar como eu era na época. Não os culpo; fugi tanto das câmeras entre meus 9 e 13 anos que é até complicado encontrar fotos minhas nessa idade. Mas mesmo com as evidências fotográficas sendo escassas, ocorreu o que ocorreu e nada poderia apagar ou esconder da minha cabeça como foi lidar com estar a beira de distúrbios alimentares e sofrer com uma auto estima extremamente baixa. Por isso, hoje decidi responder a pergunta que recebi com maior dor no coração depois do vídeo: como consegui lidar e superar?

E a resposta é meio que inútil, talvez, mas muito franca: nunca superei completamente. Mas lido com as marcas que ficaram. Todos os dias.

2000 - 10 anos de idade

Os dez anos foram o pico do meu peso e também do bullying durante as férias no acampamento. Tinha 1,45m e pesava 57kg, com um IMC de 27,11 dando o alerta de obesidade bem ali. Convivia sempre com "amigas" magrinhas e com pessoas que me perguntavam o porque eu era daquele tamanho, embora a pior parte tenha sido realmente as que viviam comigo por uma semana durante as férias. Os apelidos eram os típicos e clássicos que qualquer pessoa com excesso de peso conhece: baleia, balofa, botijão de gás... você escolhe, pois ouvi todos. Mais do que odiar quem proferia qualquer um deles, me odiava por ser como era. Sonhava em ser alta, magra, desenvolvida: tudo que os agressores, as amigas, eram. 

Muitas vezes pensei em vomitar refeições, mas poucas vezes cheguei ao ponto de tentar - agradeço á Deus por nunca ter conseguido ir em frente de fato. Nas poucas vezes que olhava no espelho, apertava ao redor da minha barriga, dos lados, medindo o quanto havia ao redor de pele, de gordura, e sentia nojo de mim mesma: culpava meu peso pelo modo que as pessoas me tratavam, mesmo hoje sabendo que nenhuma pessoa bondosa iria agir de tal maneira com uma criança. E eu só era uma criança, e é difícil entender que uma criança deteste a si própria ao ponto de não conseguir encarar sua imagem, mas foi como me senti - hoje, meu coração quebra por cada um que tem parte da sua infância roubada por bullying. 


2000 - 10 anos de idade

Com 11 anos, minha mãe me levou até um endocrinologista e um nutricionista, que passaram uma dieta que segui com uma disciplina ok. Aqui, devo confessar que tive a sorte de ter um estirão de crescimento entre os 10 e 11, e ganhar 5cm por volta da mesma época em que perdi uns 4kg. Ainda estava com sobrepeso, mas a medida que fui tentando me encaixar melhor em uma alimentação melhorzinha, ele foi cedendo. No entanto, continuava secretamente a fantasiar com mandar embora qualquer refeição mais avantajada. Sentia culpa e ouvia ecos de xingamentos sempre que comia um pedaço de bolo no aniversário de alguém. Parava na frente do espelho e media com uma fita métrica cada parte do meu corpo, entrando em uma nuvem de mal humor e tristeza sempre que algum número variava. Nunca passei um dia sem comer, mas mais de uma vez senti um prazer auto-mutilador ao gostar da sensação de uma barriga com fome: algo tão idiota, eu sei, mas que na época fazia sentido.

2005 - com 14 anos

Com 15 anos, embora meu peso estivesse saudável (creio que eu pesava 52kg nessa época e media por volta de 1,53m - não me sentia segura, mas era menos pior e meu IMC estava saudável e na média), ainda tinha muitos problemas a cerca do meu peso. Meu manequim havia passado do 46 para o 38 em 5 anos, e eu sentia orgulho por cada "P" que pendurava no meu armário. Ainda haviam momentos em que surtava por ter uma dismorfia referente ao meu corpo: jamais esquecerei o dia em que tive um surto por achar que nenhuma das minhas roupas me serviam, e que meu primeiro namorado me segurou nos braços enquanto eu chorava, vestida com um moletom larguíssimo e decidida a não por um pé para fora de casa. Embora a superação "definitiva" (aspas e aspas) fosse no final surgir de mim mesma, talvez seja um dos momentos pelos quais mais sou agradecida: ter alguém comigo ali pela primeira vez em que me permiti demonstrar quão longe iam meus problemas de aceitação comigo mesma.

Ali começou um processo, ajudado por terapia e por muitas auto-descobertas, que me levou a sentir um bocado melhor sobre minha imagem. Embora ainda me vestisse de uma maneira que buscava agradar os demais e que minhas inseguranças rodassem a 100 km/h em certos momentos, foi com 17 anos que fui pela última vez ao banheiro depois de uma refeição querendo que ela saísse de mim naquela hora. No ano anterior, havia começado a aceitar aparecer em fotos de corpo inteiro e até gostar de fotografias minhas - fato inédito desde a infância. 

Em algum momento de 2007 - 16 anos, provavelmente

Aquele breakdown com meu primeiro namorado foi a primeira e única vez da minha adolescência, até mesmo contanto com o consultório da psicologa, que dividi com uma outra parte os sentimentos que haviam dentro de mim. Foi só no primeiro ano da faculdade, ao começar de fato a manter uma alimentação saudável e começar a praticar esportes (ballet, academia, caminhar sempre) que comecei de verdade a sentir amor pelo meu corpo: adoro minhas panturrilhas durinhas pelos músculos. Adoro como minha postura melhorou. Sou apaixonada pelo desenho do meu colo, pelo traço das minhas mãos. Mas, mesmo depois de transformar minha figura, de ter todos os resultados médicos possíveis dizendo que sou saudável e exatamente como deveria ser, de entrar em uma dezena de peças 36, P's e PP's... ainda tenho momentos em que me aperto no espelho. 

Ainda saio de uma refeição grande pensando que cometi um erro e que comi demais. Ainda me comparo com as amigas com cinturas de 58cm. Ainda ouço um fantasma me falando que estou gordinha. Ainda tenho um momento de dúvida se mereço comer aquela sobremesa que quero: a diferença é que agora consigo lidar com os espectros do passado e falar que, sim, mereço

Não era saudável estar acima do peso, mas não é saudável querer tão desesperadamente ser magra. Pesar menos me tornou uma pessoa mais ligada com minha saúde e que cuida mais do organismo, mas o caminho até o peso saudável criou dezenas de caraminholas na minha cabeça para as quais não tenho uma solução definitiva. Só vivo um dia de cada vez, tento sorrir educadamente ao invés de gritar "NÃO!" quando dizem que eu deveria engordar um pouco, busco jamais pular uma refeição e nem exagerar em nenhuma. Tento ser saudável. Tento ter pensamentos saudáveis. Mas é difícil. 

No ballet em 2013 - 23 anos

Cada vez que um sussurro vem até o pé da orelha e me fala que poderia ser mais bonita se fosse mais magra, tento pensar no bem estar do meu corpo. Mentalizo as dezenas de mulheres lindas que vejo na rua todos os dias, dos mais diversos tamanhos: todas tão bonitas. Penso em como ter saúde é mais importante do que não ter nada o que apertar no espelho e ver os ossos saltando. E ai me forço a encarar o meu reflexo despido de toda a cobertura de confiança, e mesmo assim me desafio a encontrar tudo o que admiraria em mim se não fosse aquela voz na minha cabeça.

Não é fácil, e não tenho solução mágica e nem epifania para contar aqui no final. É um exercício as vezes bastante doloroso, e tenho momentos de frustração grandes. Só quero dizer para qualquer um que esteja passando pelo problema que for de auto-estima, especialmente os que estão te levando a querer se auto-flagelar da maneira que for, que pare e mentalize bem. Que tente enxergar além da aparência, do que cobram de você, do que os outros são. Que busque ajude de um terapeuta, se possível, para tentar lidar com as cicatrizes que esses distúrbios de imagem nos deixam para sempre - até muito tempo depois que os coros de "botijão" foram embora, ou seja lá que palavra horrível tenham usado para lhe descrever.

Se há dez anos atrás me dissessem que um dia eu gostaria que tirassem foto do meu corpo, que ficaria na frente do espelho e dividira ele com milhares, iria perguntar de que hospício aquele ser saiu. Iria rir. E hoje, consigo estar aqui postando fotos de uma época que não foi das melhores para minha auto-estima, mas que consegui atravessar e me tornar mais sábia no que diz respeito a forma como encaro todo meu organismo. 

Ontem. 

Meu IMC é 20. Peso 48kg e sou fisicamente saudável. Gosto das minhas pernas. Gosto de mim. Mas tem momentos - cada vez mais raros, cada vez mais distantes um do outro, cada vez mais distantes de mim - que desteto o que vejo no espelho: parece que a mulher de 23 diminui e alarga até se tornar uma criança de 10 novamente. Até apanhar na barriga de uma colega de quarto, "na brincadeira", para "ver se diminui um pouco isso". Naquele momento, quase me odeio. Mas respiro, conto até dez, até cem, uma vez até mais de duzentos. E a imagem começa a voltar a ser eu mesma. Meus olhos um pouco assimétricos, mas tudo bem. Minha barriga não perfeitamente lisa, mas tudo bem. Eu. E tudo bem com ser eu. Eu me amo - e tento não esquecer disso.

Existem cicatrizes físicas em mim que não sairão ainda por mais algum tempo e que me lembram do que já fiz comigo mesmo na busca por um ideal de perfeição inexistente. Elas hoje são marcas de uma guerra que jamais quero travar novamente; fui para outra, mais longa e mais valiosa, que é de mostrar todo santo dia que consigo sair da cama e sorrir para meu reflexo. Eu disse que não havia epifania na história, e realmente não há: se você está passando por algo parecido, ou muito pior (porque poderia ser muito, muito pior: não sei qual força o Senhor me enviou para que não fosse, mas agradeço de toda a alma por não ter sido pior), mantenha a fé e a esperança. Não vomite. Não deixei de comer. Não se corte, não se fira, não se odeie.

Se for difícil para você se olhar no espelho hoje e dizer "te amo" para sua imagem, espero que conheça a minha voz o suficiente para ler as próximas palavras com minha entonação tomando o lugar do fantasmas da sua mente: amo você. Você é perfeita. Você não tem que ser mais magra, mais cheinha, mais alta, mais baixa, mais popular, mais extrovertida. Você é você, e é perfeita como é. Seja saudável. Não maltrate seu corpo. Conte até cem e ache no espelho aquele ponto seu que você consegue admirar.

Um dia de cada vez. Cada dia é uma batalha, mas por isso há a chance de vitória em cada dia. Não desista de si mesma. Jamais.





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48 comentários

  1. Mari tive problemas semelhantes aos seus na mesma faixa etária. Sou um ano mais velha que você e mesmo hoje sendo bem magra e tendo vencido um inicio de distúrbio a alimentar, chorei litros com sua palavras.Hoje meu TCC é sobre imagem corporal na adolescência e espero quem sabe um dia superar essas lembranças e que essas cicatrizes finalmente se fechem. Bjos te adoro, mesmo sem te conhecer.

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  2. Minha história é bem semelhante com a sua, Mari. Ainda não consigo descrevê-la tão detalhadamente como você fez. Parabéns pela coragem.
    Preciso dizer que https://www.youtube.com/watch?v=zA_CzWdaGsg

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  3. Mari linda, não sei se lera isso mas queria primeiramente dizer que te admiro demais, e que sempre que vejo seus vídeos me sinto envolta numa enorme onda de sentimentos positivos.
    Bom lendo seu texto percebi que também fugia desesperadamente das câmeras e que não posso negar, fujo até hoje. Sou magra de natureza ja fiz de tudo pra engordar, ja fui a diversos médicos, segui dietas e NENHUM resultado, subir na balança e ver que nenhum digito havia aumentado me matava por dentro, ja perdi a conta de quantas vezes sai chorando escondido das lojas por não ter nada que me servisse, e sobre o bulliyng então, você ja deve imaginar...
    Hoje com vinte anos peso pouco, tento mas não me aceito de fato, sacrifico por vezes a minha saúde em troca de um kilo a mais, em troca de sair na rua e não ouvir coisas do tipo:magrela, esquisita, quem gosta de osso é cachorro...
    Vim comentar o seu texto porque pela primeira vez vi alguém sendo realista sobre como é duro superar essas cicatrizes interiores, obrigada por tudo Mari, mais uma vez!
    Saiba que você é especial, e que eu e muita gente podemos enxergar a luz que você emana.
    Um abraço enorme e saiba que mesmo a distância e sem nos conhecermos sua amizade pra mim é uma dadiva.
    Desculpe o desabafo.

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  4. Mari, te acompanho desde o começo do canal no youtube e sinceramente nesse tempo todo nunca achei que você tivesse um quilinho fora do lugar.
    No meio do ano passado tentei uma dieta vegetariana, mas por não substituir muito bem as proteínas, acabei perdendo muito peso, de 47,5 kg, hoje estou com 43,5 kg e pretendo voltar ao meus 47, 48 kg como você, mesmo tendo apenas 1,50m.
    Você é minha inspiração diária e está perfeitamente na medida.
    Beijos

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  5. Mari, você é uma pessoa fantástica, as vezes fico me perguntando se você é real mesmo, muito corajoso seu depoimento.
    Eu também tenho que lidar diariamente com alguns fantasmas, não me sinto preparada para compartilhar muita coisa ainda, estou "processando" tudo que já me aconteceu e posso dizer que as coisas SEMPRE podem melhor e que cada pequena evolução deve ser muito bem acolhida. Já pesei 133 quilos, já usei os meios mais destrutíveis possíveis, me envolvi em muitas situações de sofrimento por acreditar que alguém como eu merecia sofrer e com tudo que passei o que aprendi é que cada ser humano tem dentro de si uma força que desconhece e que pode crescer mais e mais todos os dias.
    Beijos <3

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  6. Mari, tudo bem?

    Passamos por algo semelhante aqui em casa. Com a minha irmã. Foi difícil. Ela teve depressão em um momento e não queria sair de casa.Era uma criança/adolescente obesa. Só usava roupas preta.Talvez por que foi essa a maneira que ela encontrou de se "esconder".
    E era complicado porque ela sofria. Tínhamos dificuldades de encontrar alguma loja que vendesse roupas infantis em tamanhos grande.

    Assim como você, não temos fotos dela durante a pré-adolescência e parte da adolescência. Na escola, ela se sentava no fundo. Não falava com quase ninguém. Tinha apenas 2 amigas. E sofria com os apelidos maldosos. Inúmeros deles.Não vou nem mencionar os exemplos,por que são palavras que dóem. Ela era uma criança.E eu era a irmã mais velha que acompanhava o sofrimento de alguém a quem amo muito.

    Mas,assim como você ela venceu. A mudança começou quando ela entrou numa academia. No começo tinha resistência de ir,tudo pelo receio dos comentários que ouviria. Dos olhares cairiam sobre ela. A certeza do apoio e o "eu estou aqui ao seu lado" foram muito importantes. Ela fez dieta. Ou melhor: reeducação alimentar. Não precisou tomar nenhum tipo de medicamento, o que nos deixou bastante felizes. E hoje é uma jovem de vinte e poucos anos. Feliz. Alegre. Saudável.

    Mari,seu testemunho é um exemplo. Ele nos mostra que há muitas outras pessoas que passaram ou estão passando por situação semelhante a sua e que, assim como você, foram , são ou serão vencedoras.

    Só tenho a lhe dizer uma palavra : parabéns.

    Por tudo.

    Uma leitora que a acompanha de longe.....mas a muito tempo.

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  7. Indicações:
    Musica:Marcela Tais-Menina não vá desanimar
    Livro: Você é linda! Jenna Lucado
    Autor: Max Lucado
    Espero que goste

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  8. Obrigada por compartilhar tudo isso com a gente! E sim, eu conheço sua voz e a ouvi perfeitamente.

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  9. Você é de verdade menina-fada? Você fala tão direto no meu coração, me emociona, mas também me dá forças, porque minha batalha ainda é diária por uma vida mais saudável, por buscar me amar, por tentar ver no espelho o que há por trás de todo o sobrepeso. Quero me inspirar na sua história, e muito em breve poder me olhar no espelho e poder assim como vc, dizer que gosto do que vejo.

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  10. Você é de verdade menina-fada? Você fala tão direto no meu coração, me emociona, mas também me dá forças, porque minha batalha ainda é diária por uma vida mais saudável, por buscar me amar, por tentar ver no espelho o que há por trás de todo o sobrepeso. Quero me inspirar na sua história, e muito em breve poder me olhar no espelho e poder assim como vc, dizer que gosto do que vejo.

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  11. Fui uma criança/adolescente gorda, (não cheguei a obesidade). Sofri muito com isso e por ser tímida nunca soube me defender. Colegas de escola me chamavam de todo tipo de apelido maldoso, uma professora chegou a me chamar por um desses "apelidos" na frente da turma (dando assim mais munição pro bullying), minha mãe chegou a dizer ao comprar uma roupa pra minha faixa etária mas que não cabia em mim, que "numa menina NORMAL serviria", fora um colega de classe que me disse "Ninguém nunca vai gostar de você".
    Fiz várias loucuras pra emagrecer. Queria ser magra, tinha a ilusão que isso resolveria tudo, porque essa era a chave pra minha felicidade, tudo ia melhorar se eu fosse magra. Consegui emagrecer numa dessas loucuras, mas estava fraca e voltei a engordar pouco tempo depois. Até que aos quinze anos fiz uma reeducação alimentar, emagreci de forma saudável dessa vez, além de crescer uns bons centímetros. Hoje tenho 20 anos, e no espelho e na visão dos outros sou magra, mas na minha cabeça ainda acho que deveria emagrecer mais. Me aceito bem mais apesar disso, sei que nunca vou ser magérrima e aprendi que não preciso ser. Tem dias que os fantasmas voltam e me acho horrorosa, mas tento respirar fundo e esperar que o dia seguinte seja melhor.
    Fico muito triste ao perceber o quão ruins as pessoas podem ser, destroem a auto-estima e a confiança de uma criança só por ela não ser o que eles acham bonito. Só por ela não estar dentro de um padrão.

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  12. *suspiros* é, não tem jeito! a cada post que leio no seu blog e a cada vídeo seu que vejo minhas suspeitas se confirmam:
    -Mesmo do outro lado dessa telinha plasmática, te considero minha amiga, muito muito próxima;
    -Admiro tua força de superar tantos obstáculos, o que nos leva à próxima suspeita:
    -Você é a supermari (ou se preferir espetacular mari aranha, mari flash, mari mulher gato e etc.)

    Eu tenho dificuldade em terminar textos, completar ideias e tudo mais. Então vou te contar um sonho que tive semana passada: eu e tu dançávamos um duo, em um festival que tem aqui na minha cidade, tu com a toshie e eu com minha nikiya, no fim as cortinas se fecham, todos aplaudem e jogam rosas. Ah! a música era Parents' Day, do Jim Lang... não sei se você via o desenho Hey Arnold, mas essa música era o tema dos pais do arnold e eu realmente amo muito. Até o próximo comentário heheh e que você tenha uma VIDA mágica ♥~(*-*~) beijos

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  13. Mari lindo texto, linda história de superação!
    Você é uma das primeiras blogueiras que comecei a acompanhar e sempre foi uma das minhas blogueiras preferidas, uma inspiração para me tornar blogueira, uma inspiração de estilo, e atualmente está se tornando uma inspiração de vida para mim, não sabe como suas palavras(sejam em vídeo sejam escritas), fazem bem para mim e para todos que te seguem, ouvir aquele "Oiii todo mundo" no inicio de cada vídeo me faz um bem danado e sempre me alegra.
    Como disse você é cada vez mais uma inspiração para mim e nos mais diversos aspectos.
    E agradeço por dividir essa experiencia conosco, sei que irá ajudar muitas meninas(inclusive eu!) se superarem e se aceitarem como são.
    Beijos Mari!

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  14. Mari, te amo. Você é um ser humano muito muito muito lindo e milhões de vezes mais linda interiormente. Muito obrigada por palavras tão sinceras e inspiradoras.

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  15. Mari, me emocionei com esse seu post, e antes de qualquer outra coisa preciso falar com toda a sinceridade que cabe no meu coração: também te amo. Te admiro muitíssimo e sou muito grata por poder seguir seu trabalho após o "acaso" de ver um vídeo seu no Youtube. Você é tão, tão linda e eu acredito que sua beleza seja o perfeito reflexo da sua alma. Admiro sua personalidade criativa, seu jeito sábio de abordar assuntos como esse, seu senso de humor... Tudo que representa você. Eu adoraria te conhecer pessoalmente algum dia só pra poder te abraçar, agradecer pelas suas palavras de apoio e poder dizê-las de volta pra você. Eu realmente fico triste quando sei que você está mal emocionalmente ou de saúde e sempre lembro de você quando faço minhas orações, porque você já me deu apoio sem nem me conhecer. Já sofri bullying principalmente por ter cabelo crespo e depois por ter sido uma criança muito abaixo do peso ideal (por problemas de ansiedade que ainda sofro, mas trato e tenho vencido a cada dia :3 *orgulhosa*). Obrigada por compartilhar sua luta, obrigada por usar seu testemunho pra tocar outras vidas e se Deus quiser, ajudar alguém que está passando por algo semelhante. Te envio muita, muita luz, felicidade em estado bruto e muuuito amor (e pizzas! xD). (Ainda sinto que faltam palavras pra demonstrar tamanha admiração, mas sei que retornarei com frequência pra dizê-las, então até breve e tenha uma noite mágica! ♥♥♥)

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  16. Nossa, Mari! Chorei lendo seu depoimento!

    Mesmo não passando pelo mesmos, consegui sentir o que você passou.
    Parabéns por ser essa pessoa espetacular e dividir isso conosco <3

    Beijos!

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  17. Oi mari você não me conhecer mais posso dizer que meio que me indentifico com isso já passei faze na minha adolescência se chora por querer comer um docinho cheguei a pesa 58 quilos o que era muito magra para mim mas me sentia gorda ainda, hoje em dia engordei mas me sinto bem, de vez em quando acontece disso volta se eu começa uma dieta eu fico paranoica achando que tudoo vai me engorda eu do graças a Deus por ter meu namorado do meu lado esse tempo todo, e imagina vc dizendo aquelas palavras foi lindo, você e maravilhosa um exemplo de pessoa,vou usar suas dicas todos os dias ser saudável beiiiijos (sei que não te colheço pessoalmente mais posso dizer que te adoro de montão como uma amiga de longa data).

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  18. É simplesmente um grande incentivo a todos nós que queremos ficar saudáveis. Ok, era caso mais de quando era criança, mas imagino para uma criança deixar de comer o que gosta e sofrer bullying na escola, não é fácil... Para um adulto, por mais que não goste da condição de gordinho, já sabe superar tudo isso, ou tem mais controle sobre isso... Parabéns por superar e dividir isto conosco! :D

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  19. Mari, sua linda e meiga, sempre nos emocionando, com lágrimas nos olhos eu te agradeço, pela sua coragem, generosidade, pelas palavras doces, pela paz e ainda mais pelo amor. É muito bom viver, pra poder receber esse depoimento e me fortalecer na busca da paz interior e num amanhã, que muitas vezes está tão distante. Obrigada pela esperança. Eu sobrevivi e saio das cortinas da vergonha e me sinto acolhida pelas suas palavras. Deus a abençoe sempre, vc é um anjo e não tem ideia do bem e da paz que me traz. Muito Obrigada. Bjos.

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  20. Já sofri pelos dois "extremos", na pré adolescência fui gordinha demais para passar ilesa pelas piadinhas de quem se enxerga no direito para tal, e hoje convivo diariamente com comentários de pessoas que julgam meu "excesso de magreza" como algo feio, pois o legal é tem um corpo mais bem definido...
    Com isso compreendi que jamais conseguiremos estar livres de olhares tortos e que por isso devemos buscar o que nos faz bem quando estamos a sós. No fim das contas é a opiniao que temos sobre nós mesmos que deve ser atendida, mas até chegar a esta conclusão muitas lágrimas rolaram no silêncio, tantas vezes em meio a multidão. ..
    Enfim, sua postura tão honesta consigo mesma, sem sombra de dúvidas, é de grande valia para a construção de uma postura semelhante de mim com minha história.
    Obrigada por partilhar algo tão pessoal, você é muito especial!

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  21. Oi Mari, acho que nunca comentei aqui, mas hoje senti vontade. :)
    Já faz um tempinho, eu descobri uma serie muito bonitinha, que mostra uma história de superação constante. Chama-se My Mad Fat Diary, você já assistiu? As temporadas são curtinhas, acho que você vai gostar. Fica a dica, ok?
    Beeijo

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  22. Mari querida, que pena saber que você sofreu tanto. Acho importante você falar disso e mostrar fotos para superar e tirar isso de você. Foi muito corajosa!
    Você sempre foi linda em todas as fotos e me deu muita tristeza ver sua carinha triste. Gostaria que tivéssemos sido amigas desde essa época.
    Eu também sofri bullying na escola, mas por outros motivos. Os outros alunos diziam que eu era feia, e até hoje, um lado de mim acredita firmemente nisso!
    Crianças são cruéis e se atacam... e, no fim, todo mundo carrega um monte de memórias ruins para a vida adulta. Temos que lidar com isso!
    Mil beijos,

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  23. Mari, eu entendo absolutamente tudo que tu escreveste. Fui do 8 ao 80 na minha infância e adolescência. A partir dos 7 até os 11/12 anos eu media entre 1,45m e 1,50m e pesava mais de 60kg, eu não usava jeans porque não queria ver o número que teria que comprar, e me vestia muito mal por isso (o que piorava a imagem que eu via no espelho. Além disso, eu tinha um problema sério no maxilar que deixava minha boca torta. Era horrível, o bullying na escola era diário, a níveis de eu chegar machucada em casa e aceitar que eu era enorme e horrorosa. Mas nunca passou pela minha cabeça tomar qualquer tipo de medida extrema.
    Foi quando eu coloquei um aparelho nos dentes que me deixou algum tempo comendo comida leve e cresci alguns centímetros. Isso me fez emagrecer muito rápido, eu tenho facilidade de perder e ganhar peso, e eu vi que não comer emagrecia, e resolvi fazer isso. O resultado foi uma menina de 14 anos vestindo calças para crianças de 10 anos. Eu precisava desfazer a barra para não ficar muito curta, mas eu gostava da minha barriga e isso não me incomodava. Até que o bullying começou de novo, só que dessa vez voltado para alguém que usava aparelho, era magra demais e tinha um nariz enorme (meu nariz de repente apareceu muito maior do que ele já tinha sido com o meu rosto então magro). Eu troquei de turno da escola, porque não aguentava mais, e tive que visitar terapeutas e tratar de uma possível depressão.
    E então melhorou, sabe. Eu passei a me valorizar, a me sentir mais bonita, a perceber que eu tinha pontos fortes, a me preocupar com outras coisas. Passei por uma fase de descobertas sobre mim, sobre sexualidade e tudo que me fez ver que o mundo não era só aquela coisa ruim que eu conhecia.
    Mas, como eu disse, eu tenho uma facilidade monstra de ganhar e perder peso, e antes de entrar na faculdade eu ganhei muito peso de novo. Mudei para a capital, para um lugar cheio de meninas magras e lindas, e aquela sensação de ser horrível voltou. Eu tenho 1,54m e cheguei a pesar 63kg. Foi, então, que descobri que estava com duas hérnias de disco e meu médico disse que eu precisava perder peso. Hoje, no meu mês de aniversário de 23 anos, eu peso entre 49 e 51kg, ainda me acho gordinha, mas ter passado por tudo isso e ver como esse tipo de pensamento é destrutivo. Eu sei que posso fazer melhor por mim mesma, que posso me valorizar, me olhar no espelho com uma roupa e uma maquiagem bonitas e dizer que estou linda e realmente sentir isso.

    Tu é o melhor exemplo entre todas as blogueiras, Mari. Porque invés de fingir que a vida é perfeita, tu presta um serviço social maravilhoso para todas essas adolescentes que veem blogueiras "lindas e perfeitas" e se sentem um lixo por não ser como elas e por não ter a vida delas. Eu me sinto mais e mais orgulhosa por te acompanhar cada vez que leio um texto como esse. Continue assim, linda por fora e por dentro, e enchendo o mundo de beleza de todas as formas.

    (E desculpa pelo texto gigantesco x.x)

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  24. Eu chorei muito aqui,ou muito orgulhosa de seguir você uma pessoa linda como você,você me ajudou superar muito minha baixa auto estima com seus textos sempre lindos com seu jeito enfim ,eu já tive auto estima lá no chão não por ser magra,gorda...mas por minha familia não me aceitar (sim leu certo!) eu só descobri o motivo real dessa auto estima lá no chão quando tinha dos 11 aos 18 (tenho 20) indo na terapia onde minha psicologa me disse que era fundo disso (eu fiquei no chão),nessa idade me sentia um lixo,um monstro,uma pessoa ruim e vivo isso a cada dia (ainda vivo com eles),ainda tenho surtos de choro (estou chorando agora por lembrar) de chorar a noite inteira,mas agradeço muito a deus e a você pela força,pelos meus amigos que me ajudam sempre que com força estou vencendo isso tudo e estou quase lá! enfim obrigada de verdade por nos ajudar,pelas suas palavras,parabéns pela pessoa incrivel que é,obrigada de coração!

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  25. Querida Mari,
    Ler seu texto me fez voltar ao passado também. Nossos sentimentos são iguais, nossa vida é bem parecida. Hoje tenho 28 anos, tenho 1,61 cm e 53 kg. Segundo médicos, estou perfeita, mas ainda não consigo me aceitar. Gostaria de ser mais magra e me sentir melhor com meu corpo.
    Sofri de anorexia dos 19 aos 23 anos e ainda estou em processo de terapia. A parte do ganho de peso acabou (ainda bem) e consegui superar, de certa forma. Cheguei ao peso de 39 kg, tive problemas renal e intestinal devido a má alimentação. Graças a Deus e a minha família, que me deu total apoio, consegui sair do fundo do poço. Mas admito que ainda me olho com tristeza no espelho.
    Vou vivendo um dia de cada vez e tentando ser feliz comigo mesma.
    Adoro seu blog, seu canal no YouTube e seus textos. Tudo isso me ajuda muito, seja em me aceitar como sou, ou saber escolher um outfit e uma maquiagem legal. Aposto que você deve ser uma amiga maravilhosa e que todas as pessoas ao seu redor te amam. Eu, sua leitora, te admiro muito e te considero uma amiga virtual (rs). Tenho certeza que muitas meninas pensam como eu.
    Obrigada Mari! <3

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  26. Mari, POR FAVOR RESPONDA MEU COMENTÁRIO!! rrsrsrs
    vc sempre conta sobre esta fase da vida, mas nunca fala sobre como seus pais não souberam que isso estava acontecendo? Você não contava pra eles? eles achavam que era bobagem?
    como nenhum adulto (pais, professores) conseguiu te ajudar antes?

    E graças a Deus que seus pais perceberam, na verdade, a tempo. Mas minha pergutna é essa mesmo, como chegou nesse ponto (claro pq poderia ter sido mto pior) sem que nenhum adulto te ajudasse?

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  27. Eu acredito que todas nós passamos ou ainda vamos passar por situações como essa. De se olhar no espelho e não gostar do que vê. Seja com o cabelo, com o rosto e com o nosso corpo. Há dois anos eu vivi tudo isso. Coisa que há dez anos eu nem sonharia, pois sempre fui uma criança/adolescente magrinha.

    Só que engordei pra caramba, e somado a uma gravidez, meu IMC disparou totalmente. Não atingi a obesidade, mas engordei 20kg do meu normal. Também sou baixinha, 1,54, e é por isso que engordar faz muita diferença.

    Também ouvi muitos comentários de gente maldosa (mesmo). Pessoas que acham que estão fazendo o bem se esfregarem na sua cara que você está "gorda", e com isso vão te fazer emagrecer. De que adianta ter um peso saudável se a sua mente tá cheia de coisas doentias? E a minha tava ficando nesse estado.

    Meu pensamento era que eu tinha de emagrecer para não ouvir mais tais comentários. Porque se eu emagrecesse, ia entrar na roupa que eu quiser. Mal sabia que os padrões impostos pela sociedade estava embutido nas escolhas que eu achava que seriam melhores pra mim. Hoje eu estou com o peso correto, o IMC normal e não sinto nem um pouco de vontade de vestir um short curto, ou uma blusa decotada por que está "na moda", por assim dizer. Quero vestir coisas do meu estilo, e me aceitar bonita como eu sou.

    Que ninguém tem que dizer pra mim que estou legal. Que eu sou a única pessoa que tenho esse poder. Obrigada por dividir sua experiência conosco! Se aceite, se ame! É o que todas nós devemos fazer!

    Beijos

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  28. Mari♥ Terminei o textos aos prantos num misto de identificação e orgulho. Obrigada por dividir tudo isso conosco... a verdade é que nesse momento estou completamente cheia de vontade de te abraçar, mas como não rola considere-se abraçada okay?
    O post me fez mergulhar em várias lembranças da época de escola que mesmo não sendo pelos mesmo motivos também tinha a constante presença do bullying, os/as "colegas" diziam que eu era estranha e/ou feia, coisa que vez ou outra ainda assola a mente, mas que tento manter longe, e no momento fiquei surpresa e feliz ao constatar que não tem ocorrido tanto. Realmente não é algo que desaparece mas ao menos aprendemos a lidar, e que ficam mais fáceis quando tempo um apoio, e e você e seus posts acabam sendo parte do meu, seus textos/videos vira e meche tem algo, uma frase, uma mensagem de fundo que ajudam suas leitoras no quesito auto amar-se, e sou imensamente grata por isso. Mais uma vez obrigada!

    Mil Beijos~♥

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  29. Sinta-se abraçada virtualmente :}
    Eu sempre gostei dos seus posts e você sempre me pareceu ser uma pessoa ótima. Sabendo de tudo que você passou, agora eu só te admiro mais ainda! Você passou por muita coisa, o que com certeza te fez ser uma pessoa mais forte!
    Beijos.

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  30. Sempre vejo seus vídeos e adoro, mas acho que nunca comentei. Dessa vez me identifiquei tanto que precisei comentar.
    Também tive grandes problemas de auto-estima na adolescência. Não por causa de peso, eu era magra, mas por outros motivos (cabelos, dentes, orelhas, óculos... enfim, a combinação de tudo). Aos poucos fui "consertando" tudo, mas o que mais demorou para ser "consertado" foi a auto-estima. Demorou muito mais do que as mudanças físicas. Agora, mais de 10 anos depois de todas as mudanças físicas (tenho 26 anos), me sinto bem melhor comigo mesma e feliz. Que bom que você também superou (ou tem superado a cada dia).
    Parabéns pelos seus vídeos e por ser essa pessoa super simpática que você é.

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  31. Oi Mari, tudo bem?
    Parabéns, primeiro pela sua história de (quase) recuperação. E por ter me feito chorar, juro que me lembrei da minha. Ainda tenho 14 anos,mas no auge dos meus 7/8 anos,sofri muito bullying, por ser gorda e a mais inteligente da turma.Parece que compartilhamos todos os apelidos terríveis, e o mesmo sentimento: o de se olhar no espelho, apertar o tanto de carne que sobra e se odiar. Confesso que ainda sofro de uma auto-estima fragilizada e incrivelmente baixa. Não importa o quanto você diga que sou especial e X, sempre irei achar que é lorota e que sou Y. E isso me incomoda tanto Mari, você deve ter uma noção do que estou falando.
    Falo para o meu reflexo o quanto sou bonita e especial, mas logo depois vem aquela pontada de tristeza e perceber que não sou nada daquilo.
    Não deixo de ser quem eu sou, não escondo nada sobre mim, não troco meus gosto, nem nada do tipo. Mas, aqui dentro, todas aquelas vozes(vão e voltam) continuam me dizendo que poderia ser mais feliz se entrasse no padrão da sociedade. Tenho 14 e estou pesando 60 kg, ainda ouço um pouco de piadinhas sobre meu peso. Nunca superei as marcas que o bullying deixou internamente em mim, e sofro com a auto-estima baixa.
    Como já falei, lagrimas saltaram dos meu olhos ao ler o seu texto e seu desabafo. E confesso que me lembro de toda a dor que sofri, dos choros abafados pelo travesseiros, pelas refeições que pulei, pelas roupas que ficavam cada vez mais apertadas. Mas, ainda sim, me lembro dos sorrisos que dei para mim mesma, de cada elogio do tipo "nossa, como você tá magra" ou "nossa, você incrível nisso", me lembro de cada brigadeiro que comi sem culpa, me lembro de cada foto que não fiquei com aquela "papinha" no pescoço, e me lembro de cada short que anda caindo. Haha, como você, eu (quase) superei, e fico grata por ter alguém que me entenda e me deseje o melhor sem mesmo me conhecer.

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  32. Obrigada por compartilhar sua história com a gente <3

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  33. Boa noite Mari, já passei por algo semelhante e tenho que lhe parabenizar por conseguir compartilhar com suas leitoras tudo que já passou e que ainda passa, eu sei que mesmo que pareça para os outros que tu esteja 'curada' na verdade é uma luta diária contra o passado, eu fui uma criança gordinha e uma adolescente com anorexia e bulimia até meus 19 anos, e hoje com 22 ainda me pego as vezes evitando comer com medo de voltar a ouvir o que me falavam na época em que eu estava muito do peso. Hoje faço faculdade de Educação Física, e confesso que esse curso me ajuda a cada dia superar a vontade excessiva pela magreza, até pelo padrão imposto aos educadores físicos de estarem sempre com uma aparência saudável, e no seu caso que também começou a fazer atividades físicas sabe o quanto é bom ser saudável, a comer bem e gastar calorias de forma prazerosa e não obsessiva. Gosto muito do teu blog e com certeza após esse teu desabafo, muitas leitoras que também já passaram por isso vão se sentir a vontade para se abrir contigo assim como estou fazendo. Tudo de bom pra ti e boa sorte em tudo, você está linda e super saudável, agora é só se manter assim ;)

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  34. Esse post é simplesmente a minha vida descrita. Sempre que leio textos desse tipo fico emotiva por 'N' motivos Tenho a mesma idade que você e sempre detestei a minha aparência. Sempre fui alta e magra, tenho curvas que 8/10 das minhas amigas almejavam e almejam ainda ter e as vejo indo a academia todos os dias além de fazer uso de suplementos para conquistá-las. Passei por fases mais difíceis que outras; de entre os meus 16 aos 20 anos eu não tinha nenhuma foto tirada por mim (e evitava ir em festas // festas pra mim = fotos), passei pela Ana e a Mia afim de perder as minhas curvas, mutilação também fez parte da minha vida. Fiz cirurgias plásticas: lipoescultura, silicone nos seios, rinoplastia, foto depilação, alisamento definitivo nos cabelos, corrigi minha miopia afim de me livrar dos óculos entre outros meios definitivos. Fiquei sim com a aparência que sempre desejei, não soa falso pra ninguém além de mim mesma - a pessoa mais importante do meu mundo e que só a 1 ano atrás fui perceber como era bom estar bem consigo mesmo. Mesmo gostando do meu reflexo, o que me ajudou totalmente foram a terapia e o meu namorado. Conheci meu atual namorado aos 21 anos e posso dizer que ele nos salvou. Até essa idade eu não deixava nenhum garoto chegar perto porque me achava feia demais para namorar alguém. Hoje, depois de ter passado por todas as atitudes/efeitos drásticos por qual passei, me sinto sim bem, me sinto amada e me amo, muito. Mas não desejo isso pra ninguém. Na época, uma boa dose de amor fraternal resolveria mais da metade de todos meus problemas e auto estima. ♡

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  35. Oi Mari, não sei nem como começar, mas vamos lá sorte a sua que no final deu tudo certo você conseguiu o corpo ideal porque normalmente não é assim é uma luta constante com a balança e um vacilo você engorda tudo de novo. Eu fui magrela até os 8 anos depois comecei a engordar não era muitooo mas na adolescência com 13 anos já pesava 70k e não me lembro a altura mas hoje tenho 1:65 mas oque mais me incomodava era os comentários na família... Nossa como você engordou!!!
    Precisa se cuidar e por ai vai tive sorte de ter amigos excelentes nunca tive problemas com eles foram anjos que Deus colocou na minha vida, mas mesmo assim cheguei ao abismo vomitava todas as minhas refeições emagrecia horrores e engordava tudo de novo encontrar as primas então era um tormento. Hoje não posso dizer que me aceito continuo acima do peso depois do nascimento do meu filho tudo se complicou cheguei a tomar remédio mas voltei a engordar tenho alguns problemas que dificultam na hora de emagrecer. Fujo das fotos, todo mundo diz mas você é tão linda mas tem muitos grilos nas minha cabeça e tento cada dia superar não é fácil mas estou em trabalho de aceitação vamos ver no que vai dar.. DEsculpe pelo desabafo mas é tão bom ver um exemplo como o seu beijosss amo muito você.. Deus te abençoe

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  36. Mari, você é maravilhosa! Amei o texto, principalmente o final "eu amo você"!
    Impossível não amá-la, parabéns pelo pessoa incrível que é, e saiba que faz muito bem a muitaaas pessoas só pelo fato de existir!

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  37. Não sou de comentar, mas você me fez chorar. Sou um pouco mais nova que você e ainda não me aceitei, mal conversei com as pessoas ao meu redor sobre. Hoje ganhei um diário que quem sabe vai me ajudar a vencer o meu distúrbio de imagem. Wish me luck

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  38. Mari.
    Eu sinceramente li "amo você" com a entonação da sua voz, pq ainda não consigo fazer com a minha.

    Durante toda a minha infância eu ouvi as mesmas coisas que vc, durante toda a minha adolescência eu me feri tentando abrandar a dor interna que eu sentia. E agora, durante a minha fase "recém adulta", eu tento me aceitar do jeito que sou. Um pouco mais gordinha hoje, talvez um pouco mais magrinha amanhã, não importa.

    Vc é uma pessoa muito especial, em todos os sentidos. São poucos os que conseguem compartilhar as coisas que vc compartilha, com o intuito de ajudar o próximo e diminuir a dor de quem vc nem conhece. Vc tem o coração mais bonito que eu já vi.

    Eu tento não desistir de mim mesma há tantos anos, obrigada por endossar o coro a meu favor e me ajudar a continuar nessa batalha. Um dia eu ainda vou ter amigos como vc, um dia eu vou me amar também. Eu desejo a vc o caminho mais bonito e iluminado de todos, que seus dias sejam mais ensolarados e que seu coração seja coberto por mãos quentinhas de quem vc ama a cada vez que vc se sentir pra baixo. Obrigada por simplesmente ter a coragem de dividir um pouco de vc mesma conosco!

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  39. Mari você é uma pessoa incrivelmente maravilhosa! Ter a coragem que você tem de se expor dessa forma para ajudar o próximo é lindo. Tenho 17 anos e ainda estou travando batalhas com meu corpo todos os dias. Não gosto de muitas coisas em mim mesma, mas a cada dia acho um detalhe que me ajuda a me aceitar. Espero que um dia de forma mais completa. Nunca tive problemas com obesidade, porém já me vi muito maior do que sou. É aquela imagem distorcida que atormenta, que persegue. Mas tento me livrar dela o máximo que posso. E esse texto ajuda (e muito) esse processo de aceitação. Hoje é cada vez mais difícil ser aceita, todos dizem o que você tem que ser. Até pouco tempo eu não sairia de casa sem maquiagem, hoje eu consigo, não porque me sinto a pessoa mais linda, mas porque me aceito cada vez mais sendo eu mesma.
    E Mari você é uma das pessoas mais lindas desse mundo. Não digo isso só pela aparência (mesmo que esse seja um grande ponto (: ), mas também pelo coração. De você saem palavras que preenchem cada espaço vazio de mim. Obrigada por existir e fazer coisas tão maravilhosas.

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  40. Aumento de peso, estirão... Como fez para sumir com as estrias? Bjos

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  41. Mari, eu chorei muito lendo seu texto, independente da época do mês (TPM ou não), eu acho que choraria. É um relato muito, muito parecido com a minha vida... Tenho 25 anos, vou fazer 26 e a cada dia é mais uma luta com a voz que fica me "enchendo"... Só consegui "parar" com certas neuras ou simplesmente suavizá-las quando comecei a ser a maior prejudicada. Meu relacionamento comigo me causou problemas de saúde (queda de cabelo, escassez de nutrientes) e quase me fez perder as pessoas que amo, sua estima, vontade de lutar comigo, pois todos me enxergavam, menos eu, mas queria que minha visão deturpada de mim prevalecesse, mas com terapia, descobri que não era ela que estava certa. Hoje estou dentro do meu peso, mas ainda me recuso a ir até uma academia, segundo eu, "cheia de gente linda", meus cabelos estão voltando a ser o que eram, mas o "medo" de engordar ainda prevalece...

    Enfim... Obrigada por seus textos e seus vídeos, nunca me vi tão perto de um relato como me vi hoje. Mari, você transcende os "limites" de "uma blogueira", você é parte do nós, independentemente de quem sejamos.

    Bjs,
    Agatha.

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  42. Mari, você é uma inspiração. O que você fez é muito grande, porque muita gente que te acompanha pode estar passando por isso, e na época que eu passei, iria ser uma grande ajuda ler esse texto, escrito por alguém que eu admiro.

    Eu ainda sou obesa. Muito mais do que deveria. Mas hoje eu tenho auto-estima (mesmo que baixa), e amor próprio. Sempre sofri muito com bullying, e as outras crianças nunca eram repreendidas: os adultos falavam que aquilo era apenas "brincadeira de criança", mas para mim não era, e demorei muitos anos para entender o motivo daquele tratamento. Cheguei a ser chamada de "botijão de gás", em coro, por mais de 60 crianças na hora do intervalo.

    Apesar de inúmeras nutricionistas, acompanhamentos, etc, nunca consegui baixar meu peso, e hoje penso em procurar uma terapeuta. Seu texto também está me dando um empurrãozinho nesse sentido.
    Obrigada, Mari, e parabéns pela coragem!

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  43. Mari, seu depoimento me fez sair do anonimato e comentar pela primeira vez em um post seu, além de me fazer falar, também pela primeira vez, sobre esse problema de auto estima que carrego comigo até hoje.
    Aos 11 eu pesava mais do que a maioria dos meus colegas na escola e muito mais do que as meninas costumavam pesar. Eu tinha uma amiga muito bonita e eu odiava sair com ela por causa das comparações que faziam. Como é que uma menina tão bonita e magra como ela podia andar com uma menina tão gordinha e esquisita? Foi na 5ª série que eu comecei a deixar de comer pra tentar mudar aquela realidade. Passava o dia na escola e só comia durante a noite quando estava em casa com meus pais. Lembro sempre de quando um menino veio me perguntar como eu podia ser gorda daquele jeito se eu nunca comia.
    No fim da sexta série eu tive um boom de crescimento e isso aliado a reeducação alimentar e exercícios físicos me fizeram ser o que as pessoas chamavam de "criança normal" e eu me sentia bem. Porém, no segundo colegial eu tive outra grande crise de auto estima e passei por um doloroso período de anorexia e bulimia. Nessa época eu tinha que mandar apertar toda calça 34, pois já tinha 1,65 e pesava menos de 45kg. Tive diversos problemas físicos causados por esse transtorno, mas nenhum pior do que os psicológicos. Eu me odiava, eu me escondia, eu me mutilava. Foi um longo processo até conseguir a minha recuperação, mas quem já passou por isso sabe que nunca é 100%.
    Em 2011 eu já estava com 19 e passei por um relacionamento muito destrutivo com episódios de agressões verbais e físicas. Antes disso eu estava me sentindo bem como nunca na vida, tinha segurança em sair de casa, não tinha medo de chamar atenção por estar feia, sabia que era bonita, mas infelizmente a minha auto estima é frágil e foi a primeira coisa atingida pela situação que eu havia passado. Terminei aquele ano com 46kg.
    Em 2013 eu passei a pesar 62kg por causa de problemas hormonais e hoje isso me deixa tão insegura que chega a afetar meu relacionamento. Estou tentando voltar ao meu peso certo de maneira saudável, mas dói olhar no espelho e odiar o que vejo, querer esconder de qualquer forma a minha imagem. Eu faço terapia e sei que o processo de aceitação é demorado. Hoje já tenho como vitória ter parado com a auto mutilação e espero um dia olhar pra tudo isso e poder dizer que já foi, que já superei.
    Obrigada por expor o seu sofrimento e nos fazer repensar o nosso, nos aceitar.

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  44. Mariana, achei seu post por um acaso lá no grupo das Loucas por Antix e fiquei impressionada com a sua fluidez para abordar um tema tão complicado. Nós vivemos em uma sociedade que nos massacra e nos condena à magreza o tempo inteiro. Uma pressão tão horrorosa que acabamos sucumbindo à nossa fragilidade. Espero que mais pessoas leiam o seu post e se inspirem a mudar - aprender a gostar do que realmente são e não do que as pessoas querem que elas sejam. Fico feliz que você tenha superado e espero que mantenha-se forte durante ocasionais recaídas.

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  45. "Pouco a pouco as dores viram água, viram memória. As memórias vão com o tempo, se desfazem. Mas algumas não encontram conforto, só algum alívio nas pequenas brechas da poesia. " Elena(2012)

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