23 março 2014

Você é velha demais para isso


Pode escolher em que cenário real gostaria de empregar a frase título desse post: gosto por mangás e animês? Por roupas fofas? Para ter cabelo colorido? Para ser apaixonada pela Hello Kitty? Para andar de skate? Para jogar rpg? Para ter um moicano? Para ter tatuagens? Para usar roupas de visual "agressivo"? Para ser feliz?

Embora alguns exemplos venham da minha vida pessoal e completem a frase de abertura  com meus gostos/hábitos, outros foram entreouvidos e lidos em diversos cantos. Vivemos em uma sociedade que cobre que nossa aparência seja a mais jovial possível, mas ai de nós se decidirmos que a) queremos ter gostos que não se enquadram na heterogenia de prazeres e hobbies aceitados como “condizentes” com a faixa etária b) nossa visão estética não é complementada pela idéia de jovialidade de 20 anos, na balada, no final de semana na praia, com vestido sensual para as meninas e a camisa polo para os rapazes. Ai de nós.

A partir do momento que não concordamos e não somos o que é esperado pela maioria, somos a pedra no sapato que não se encaixa no padrão sociavelmente desejado e aceito. E, se não estamos dentro do padrão do que eles esperam que um jovem adulto/adulto seja, somos um bug no software de vida que tantas pessoas vem utilizando graças a lavagem cerebral de pelo menos duas décadas de propaganda constante.  E o que fazemos com bugs? Concertamos. Ou, na vida prática, batemos de todos os lados até que ele se conforme em dobrar os joelhos e ser exatamente o que fará os outros felizes.









"Eu gosto de ser estranha!" - nas palavras eternas de Jessica Day


Me dói o coração saber que tantas mentes criativas e inovadoras são constantemente esmagadas por um dedão social; esse que aperta as cabeças até que os "estranhos" comecem a se sentir infelizes consigo mesmos ao ponto de abrirem mão de suas peculiaridades a fim de melhor se enquadrar em um padrão. Porque “obviamente” há algo de errado em um rapaz de 22 anos gostar de Meu Pequeno Pônei: que abominação! Não, não é: onde ´pessoas fechadas vêem infantilidade, abominações e falta de desejo de crescer, muitas vezes há jovens criativos que abrem suas mentes para uma grande rede de inspirações.

Os que sobrevivem o êxodo forçado para os gostos aceitados pela sociedade acabam passando por uma longa jornada de auto-aceitação, muitas vezes tendo que trabalhar o dobro do que seus comparsas cinzas e cinzentos para mostrar seu valor. Isso é injusto, sim. Mas eu vejo, por trás de cada indivíduo singular que recusa a dobrar-se ao que deveria ser esteticamente e em seus hobbies, uma vitória para a individualidade.

Agora, pode me perguntar: Mari, que diabos isso tem a ver com moda/beleza? Tem tudo a ver. Porque não é nada aceitável, de um ponto de vista criativo e de felicidade, que ao fazer 20 anos você jogue pela janela ou coloque para debaixo do tapete  tudo que gosta, que almeja ser, tudo o que admira esteticamente e se torne um Cyberman: um padrão social feito para atender as expectativas que te cobram e cobrarão. Existem, sim, essas expectativas. Mas, com esforço e com sua auto-realização em mente, você pode sim ser um ser humano adulto, financeiramente resolvido, e ainda assim ter cabelo colorido, ler mangá e fazer maratonas de Star Wars.















Seja em seus hobbies ou seja com suas roupas: você realmente quer passar sua vida tentando agradar os outros, baseando em uma imagem pré-fabricada que é vendida para você, a fim de te tornar apenas mais um andando numa multidão de jeans e camisetas brancas idênticos? Se você GOSTA do jeans e camiseta brancos idênticos, tudo bem: porque ai sua individualidade com certeza se mostra através da sua aceitação de si mesmo. Mas se você usa o combinado apenas para ser “normal”, ai o seu próprio sangue está nas suas mãos: você está assassinando quem é para ser aquele que desejam que você seja. E isso é triste.

Qual o problema em eu gostar de blusas de Ursinhos Carinhosos combinados com uma saia rodada? Nenhum. O Papa não morreu por causa disso, não deixei de trabalhar e de pagar contas por isso, não deixo de ter 23 anos por isso, não deixo de ser mulher por isso, não deixo de ser inteligente por isso. Apenas deixo de ser o que acham que eu deveria ser. E minha - e sua - recusa em deixar de lado a singularidade dói mais nos "puritanos da faixa etária" mais que qualquer uma das outras hipóteses, por que como é que podemos fazer isso e ainda sermos aceitos na sociedade?

Como a vida adulta vem sido constantemente associada com abrir mão da infância e “entrar na linha”, parece impossível coincidir gostos “adolescentes” ou “infantis” com ser um adulto funcional. Mas o mundo é outro: hoje há muitas janelas abertas por onde você consegue expandir sua inteligência, sabedoria e criatividade sem necessidade de se enfiar em um terninho. Se eu – ou você – não consigo me sentir confortável sendo "a" deusa sensual, por que eu tenho que mutilar minha individualidade para agradar quem não consegue entende-la? Estou fora. E recomendo que você também esteja, mesmo que sua porta de saída seja completamente diferente da minha.














Infelizmente, há sim momentos em que devemos pisar na caixa do “socialmente aceitável”: eu não poderia usar minha roupa japonesa mais vistosa para um casamento. Mas posso, sim, usar meus acessórios e enquadra-los. Pintar o quatro estético de acordo com meu gosto, sem cair na armadilha de tentar ser qualquer faceta que já não exista em mim. Passei tempo demais na adolescência tentando ser igual aos demais: é hora de ser igual a mim mesma. E, por sorte, eu sou o eu mais “eu” que existe. E isso é ótimo.

Afinal, é por volta dessa fase que normalmente começamos a ter de fato dinheiro para gastarmos com nossos gostos pessoais e hobbies: então, ao invés de viver deixando-os de lado, é melhor abraça-los. Não quero ser uma velhinha idosa que suspira por não ter pintado o cabelo de rosa, e sim uma velhinha idosa que está rindo pra caramba ao assistir um desenho inteligente e não me importando se eu deveria “usar umas roupas de senhora séria” ao invés do combinado lilás que eu provavelmente estarei vestindo (combinado com sapatinhos ortopédicos com os cadarços trocados por cetim, quem sabe? Hahaha).

Eu dou meu tempo de trabalho para a sociedade quando é necessário. Mas, quando não é, meu tempo é meu. E eu o usarei esteticamente para o que for: e não há dedão, software caçador de bugs cor-de-rosa ou comentário imbecil que irá me fazer parar de usar meu moletom dos Ursinhos Carinhosos. Ou meu cabelo rosa. Ou minhas roupas “estranhas”.


















"[...] Não há ninguém que seja mais Você do que Você." - Dr. Seuss. O mestre em ensinar individualidade e que loucura faz bem. Sempre penso nas frases dele quando preciso me sentir melhor.

Não deixei de ler nem Sartre, nem Wilde, nem Machado, quando falaram que eu era nova demais para entender. Também não deixarei de usar cor de rosa, saias rodadas e assistir Adventure Time agora na porta dos 24. Se eu nasci para me destacar – e todos nasceram para se destacar – não passarei minha vida tentando me encaixar no molde fornecido pela fábrica. Muito obrigada, mas prefiro quebrar meus próprios moldes sempre e me reinventar e buscar inspirações renovadas dentro de mim mesma. Espero que você se junte a mim, sendo diferente de mim: sendo você. E pode trazer seu skate, moicano, ursinho de pelúcia, legging de galáxia, saia hippie ou aquele box da sua trilogia predileta, junto. 

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28 comentários

  1. Post maravilhoso e inspirador, Mari! ♥
    Esse povo que curte dar uma de polícia do que é "age apropriate" deve é ser muito infeliz com eles mesmos. E atrasadinhos pra não se tocarem que cuidar da vida dos outros é um dos maiores desperdícios de tempo que existem!
    sua linda ♥

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  2. Oii mari, por incrível que parece assim que, você postou no face, tinha acabado de ser '' zuada '' por um amigo, por simplesmente gosta de My little pony e ter 18 anos. automaticamente '' zuei '' ele sobre uma menina que, ele gosta e ele não gostou. fiquei toda nervosa aqui, conversando com a minha mãe sobre e ai você posta isso. Caiu como uma luva, pois realmente é desta forma que, samos tratadas(o) na sociedade ..

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  3. Mari, eu fico muito feliz de ver um post assim aqui, acho que cada vez mais as pessoas estão mostrando quem são de verdade,as suas particularidades, ando vendo muitos posts assim, e isso ajuda várias pessoas que tem problemas em continuar sendo quem realmente são, hoje em dia há uma facilidade maior de ser aceito e repeitado pela suas escolhas, mais com isso também cresce o número de pessoas que ridicularizam esse tipo de escolha, mais acho que essas pessoas fazem isso porque não estão satisfeitas com quem são, porque quando você realmente sabe quem é você respeita as escolhas de cada um.

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  4. "Se eu nasci para me destacar – e todos nasceram para se destacar – não passarei minha vida tentando me encaixar no molde fornecido pela fábrica. Muito obrigada, mas prefiro quebrar meus próprios moldes sempre e me reinventar e buscar inspirações renovadas dentro de mim mesma. Espero que você seja se junte a mim, sendo diferente de mim: sendo você." Adotarei isso para minha vida ! Ótimo texto ♥

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  5. Perfeito, Mari! A admiro cada vez mais por cada postagem.

    Focar tanto na forma e na idade que os outros deveriam aparentar, só mostra de forma gritante o quanto a pessoa se priva do que gosta e não quer sofrer sozinha. O quanto gostaria de ter feito outras coisas em alguma fase da vida, desistiu das mesmas por acatar o que achou que era obrigada a fazer e quer que todos também passem pela mesma sentença. O mais paradoxal é esse tipo de pensamento ser imaturo, mas quem o tem, não sabe da vergonha que passa e do quanto aplica a infantilidade que diz abominar.

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  7. Mari, obrigada por fazer eu entender que não preciso ter medo de crescer, que não preciso deixar de gostar das coisas que eu gosto por causa dos outros <3

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  8. Mari, gostei muito do seu texto! Me identifiquei muito. Assim como você eu também não tenho o estilo que acham que uma mulher de 21 anos deve ter. Gosto de vestidos com estampas fofinhas e delicadas e algumas pessoas condenam essa minha escolha. É um pouco chato, mas não vou parar de me vestir do jeito que gosto só por causa dessas pessoas. :)

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  9. Que saudades dos seus posts! Parece que da pra ouvir vc falando!!! AMOOOO ter esse pequeno pedacinho das suas opiniões descritas de forma tão madura e ao mesmo tempo tão informal! Me identifico demais com vc Mari, tenho 23 anos, canceriana, paulistana... mas infelizmente não posso usar meus bottons das relíquias da morte no escritório, ou meu broche de jogos vorazes, pois por experiência vivida "não te levarão a sério"... minha bolsa mudou de lilás para preta, meus acessórios de glitters para cinzas, sinto que vivo na abnegação com uma pontada da franqueza... preto, branco e cinza! Gostaria tanto de te conhecer! ver um pouco de rosa! Tentei várias vezes: inauguração do céu de celeste (cheguei tarde), bazar da thais gusmão (late again..)... um dia vc vai iluminar meu caminho pela liberdade eu sei!! hahahahhaa.. Obrigada Mari!! OBRIGADA POR VOLTAR A ESCREVER!!!!!!!!!

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  10. Exatamente isso Mari ! Esse texto me lembrou uma citação de Lewis "Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino, inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser muito adulto", sigo essa frase como filosofia de vida, mesmo ainda não sendo adulta hahahaha

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  11. Lindo seu post Mari,eu já passei por essa fase e fico pasma como as décadas passam e a sociedade não muda,pelo menos nesse quesito.
    Hj eu estou prestes a fazer 42 anos,estou com o cabelo roxo,uso lolita,sempre usei moda alternativa e ufa sobrevivi,mas a pressão é grande.
    E depois dos 30 a cobrança é maior ainda,ao ter filhos tbm,as pessoas sempre nos olham como mães incapazes e irresponsáveis por nos vestirmos diferente,ou ter o cabelo colorido,mas eu eduquei meus filhos muito bem,e somos muito amigos,sentamos para assistir animes juntos,vamos a eventos,etc
    Seja firme não mude a sua essência e não deixe o q te traz alegria para agradar aos outros.
    bjos linda

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  12. Como sempre, as palavras da Mari são inspiradoras ao máximo <3

    Acho que pessoas que tendem a rotular tudo, bem como ter tendências preconceituosas, egocêntricas e moralistas são pessoas com muito ódio e sombras no próprio coração. Quase sinto pena delas.
    Temos tantos problemas para nos preocuparmos na vida, e com certeza um deles NÃO é o jeito de se vestir, os filmes que gostamos ou nossa cor preferida. Essas coisas são justamente o que fazem a vida valer a pena e nos tornam pessoas únicas.

    Que bom que as atividades do blog voltaram, fiquei muito feliz.
    Tudo de bom :3

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  13. Legging de galáxia <3
    Parabéns pelo texto Mari... é libertador quando vc consegue superar as exigências da sociedade pra ser/fazer o que lhe agrada, e não mais se aborrecer por isso. Eu demorei, mas finalmente fiz minhas mechas roxas no cabelo, aos 26, e estou realizada, não importa o que falarem! :D

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  14. Mari
    Adorei seu texto. Detesto essa ideia de que adultos não podem gostar de desenhos animados, roupas fofinhas ou até mesmo livros para o público jovem. Nos chamam de jovens adultos, como se fosse algo pejorativo, porém gosto de ser jovem em qualquer idade.
    =D

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  15. Adorei o texto, Mari. Não costumo comentar muito por aqui, infelizmente, mas sempre leio seus posts pelo feed. Só que dessa vez eu senti necessidade de me manifestar. Tenho 18 anos, e acho que ainda estou encontrando meu "eu interior" e o meu lugar no mundo. Sei que sou bem mais jovem do que você e muitas outras pessoas que comentam aqui, mas mesmo assim já sofro com essa coisa da sociedade de querer massacrar tudo aquilo que é diferente. Às vezes acho que é problema que as pessoas têm comigo, sabe? Lembro-me de uma vez que usei uma touquinha da Kirara (de Inu-Yasha) no colégio, e me mandaram tirar. Enquanto isso, quando uma outra menina foi com uma touquinha de ursinho, todos acharam o máximo. Isso me dói um pouco até hoje.

    Por diversas vezes, eu tentei esconder o meu gosto por animes e mangás das pessoas, como se eu mesma tivesse vergonha dele. Hoje vejo o quão boba eu fui ao fazer isso. Meus gostos são quem eu sou, e não há porque eu escondê-los. Falo especificamente deles, mas até mesmo meu jeito meio bobo, "infantil" e "estranho" sofre com isso. Por que não posso simplesmente ficar em pé num pé só? Por que não posso tentar me equilibrar no meio-fio da calçada quando não há qualquer veículo passando?

    Hoje, faço a maioria dessas coisas sem me importar muito. E boa parte dessa minha aceitação veio dos seus textos e de depoimentos de outras pessoas pela internet.

    Bem, todo esse meu discurso acho que pode ser resumido em: Muito obrigada, Mari, por ser essa pessoa inspiradora, por sempre dar forças pros seus leitores e falar "sejam vocês mesmos" e "vocês conseguem"!

    Um beijo enorme, um abraço apertado e todo o amor que meu coração me permite pra você!

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  16. Mari, você é uma das minhas blogueiras inspirações. Uma porque me identifico em alguns gostos, como gostar de mangá, ter vontade de ir numa anime fest vestida de Katara (do avatar). Adoro músicas orientais como girls generation, kara =). Obrigada pelo texto, foi inspirador para mi. Beijos sua linda. E quero estar com você, sendo eu.
    http://sabrinaikeda.blogspot.com.br/

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  17. Sabe o que eu aprendi depois dos 30??? A ligar o "Foda-se". Temos que ser e vestir aquilo que nos faz confortáveis, não o que a sociedade impõe. Eu tenho 34 anos e adoro animes/ mangás, gosto dos brinquedinhos do Mc Lanche Feliz, visto minhas camisetas de banda quando me dá na telha e sou feliz assim.
    Se todos pensassem como você, Mari, este mundo seria bem melhor. :)
    Beijinhos!!!

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  18. Mari, sério, estou amando seu blog. Nunca mais abandone ele, viu? Olha, eu entendo perfeitamente isso. Atualmente só mantenho página o instagram e ando bem desanimada. As pessoas pagam pau pra essas blogueiras de moda, que são o que são porque são filhinhas de papai e aparecem todos os dias com uma it bag diferente. Poucas pesssoas admiram quem tem valores de verdade (há uma confusão entre preços e valores). Gosto de ler, de Harry Potter, unicórnios, etc... E devo dizer que me enquadro na categoria nerd/geek mas que também amo rock n' roll e gosto bastante de me arrumar, combinado ao fato de que amo meu lifestyle saudável. Poucas pessoas entendem, ou pelo menos demonstram isso. E sabe o que eu penso? Eu simplesmente não me importo. Eu amo ser quem eu sou, e isso basta. E vc tem sido uma inspiração pra mim, prq te vejo desde 2008 no YT, e vc sempre foi assim. Aliás, seu estilo próprio só evoluíu. Não te vejo como uma simples blogueira, dessas vai-com-as-outras (também não vou citar nomes), prq vc tinha tudo pra ser corrompida, mas nunca se iludiu com tão pouca coisa. Tudo de bom pra você, não perca nunca esse seu brilho.

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  19. Mari, adorei as frases do Dr Seuss. Queria saber se tem algum livro que tenha apenas frases? Beijos

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  20. eu acredito q seguir seus sonhos e vontades(respeitando o outro, claro!), independente de quais sejam, é essencial para vc manter contato com sua criança interior e junto com ela manter a criatividade, intentividade, jovialidade e curiosidade pelas coisas da vida. não existe coisa mais triste do q alguém falar q não há mais nada para ser aprendido. A roupa q visto e o jeito q me comporto enfatiza isso, meu jeito esquisito de ser, me torna eu e mesmo eu não sendo perfeita, amo minhas esquisitices. Só passei para deixar minha opinião <3 Amei o texto <3 parabéns sua linda =3

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  21. Mari meu anjo, falou tudo oque eu precisava ouvir to chegando nos trinta e acho que estou entrando numa crise tem tanta mais tanta gente, no meu ouvido opinando e falando tipo assim.. Oque você gosta de assistir desenhos animados e a unica novela que você assisti é chiquititas vc não tem mais idade pra isso.. Tem uma amiga em especial que pega no meu pé diz que eu sou infantil porque minhas roupas sempre tem rosa, lacinho coisinhas fofas no geral meu sapatos parecem de criança já deu pra mim sabe, não é pq eu to quase nos trintas que eu vou mudar meu jeito de ser meu filho adora minhas roupas meus sapatos fofos jogamos vídeo game assistimos desenhos juntos e meu marido nunca reclamou das minhas roupas ou dos meu gostos, ele até gosta não faço o estilo periguete não me esforço pra ser sexy, porque temos que ser tão massacrados por ser diferentes ouvir Sandy e Junior, qual o problema? Se cada um aceitasse o outro e cuidasse menos da vida um do outro o mundo seria um lugar bem melhor para se viver.. Beijos

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  22. Tenho posts semelhantes em meus blogs:
    http://modadesubculturas.blogspot.com.br/2013/04/adultos-e-moda-alternativa-manter-ou.html
    http://diva-alternativa.blogspot.com.br/2014/03/onde-estao-os-blogs-nacionais-de.html
    Bom, eu sou bem mais velha que a maioria das blogueiras que acompanho e posso dizer com toda certeza: hoje em dia é muito mais fácil ser você mesma, as próprias pessoas é que complicam. Em minha época de novinha, a gente não tinha escolha. Escolher ser "diferente", era dizer pra sociedade que vc era um pária. Mas hj é completamente diferente, é mais aceito que um adulto seja infantilizado e que goste de coisas ditas "juvenis" infelizmente algumas pessoas reclamam demais e não usam seus estilos, não por si mesmos mas pensando no que os outros vão achar. Preocupam-se demais com a opinião alheia.
    E eu noto que as pessoas realmente se interessam por esse tipo de post, embora a maioria das meninas ainda esteja na faixa dos 20 (idade que é socialmente aceito ser diferente), o verdadeira decisão só virá em torno dos 27-30 anos, aí sim veremos quem manteve seus estilos juvenis e quem "envelheceu" seu estilo. ;)

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  23. Mari, suas palavras são exatamente o meu pensamento a cada vez que ouço "que roupa infantil" "e essas bijuterias, parecem de criança" "você tem que começar a usar roupinhas coladas, assim como todas as outras meninas da sua idade" "como assim você não gosta de balada?" "cabelo colorido é coisa de doido" É incrível como a maioria das pessoas tem a necessidade de taxar as outras pelo que vestem. Sou uma jovem de 15 anos, e não posso usar roupas rodadinhas, não posso preferir ler, a ir em baladinhas, não posso ver adventure time, my little pony......Chega, ninguém merece ser julgado por esse tipo de coisa, ninguém é infantil por que assiste isso, pelo contrário, infantil é aquele que que não consegue enxergar que o que te faz ser ou não infantil, é os seus valores, princípios, pensamentos, infantil é aquele que acha que o fato de ir na baladinha o torna o ser mais maduro de todos. O incrível é que cada vez mais as pessoas lhe cobram esse tipo falso de maturidade mais cedo, ou seja, cada vez mais as pessoas perdem o conhecimento de o que realmente é maturidade, eu não tenho 20,19 nem 18 anos, eu tenho 15, nem adulta eu sou e querem que eu já vire uma máquina igual a "todo mundo". Ninguém deve seguir um padrão de chatice, nunca. Todos devem se sentir bem usando, assistindo, ouvindo o que bem entender. E se alguém me diz que sou estranha, eu digo eu gosto de ser estranha, e acho que todos deviam falar isso também. Dane-se o padrão, dane-se sua idade, seja feliz, porque é o que importa.
    beijos, manu.

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  24. Mari vem aqui, deixa eu te dar um abraço <3
    Apenas não há mais nada a acrescentar, vi meus pensamentos, e provavelmente de muitas de suas leitoras refletidos aqui, um post em forma de folego a mais nessa "luta" diária por sermos nós mesmos. Obrigada por sempre compartilhar seus pensamentos e de quebra arrancar sorrisos de alegria e orgulho.
    Beijos
    Pryh

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  25. "[...] ainda assim ter cabelo colorido, ler mangá e fazer maratonas de Star Wars.". Me vi completa nesse post. Eu sempre usei Converse, jeans e camiseta, mas porque sempre gostei, na adolescência eu era a estranha por isso, mas nunca realmente me importei. Hoje com quase 20 anos, eu decidi investir de verdade no meu estilo, não que eu vá parar de usar jeans e camiseta, mas quero ter um leque maior de opções, estou me sentindo limitada hoje eu dia. Não como se eu fosse mudar radicalmente, mas seria como adicionar mais coisas que identificassem quem eu sou por dentro, só que dessa vez por fora. Confuso, hahaha!

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